ESTGA-UA apresenta mestrados para 2023/2024

Nesta última semana de candidaturas para mestrado, que decorre até dia 19 de maio, Marco Costa, Diretor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda, apresenta os diversos mestrados disponibilizados para o ano letivo de 2023/2024, referindo ainda uma novidade na sua oferta formativa, o mestrado em Gestão e Negócios Digitais.

Perspetiva Atual: A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda tem como missão formar profissionais qualificados e aptos a responder aos desafios do mercado de trabalho. Como descreve o método de ensino utilizado atualmente pela ESTGA-UA?

Marco Costa, Diretor da Escola Superior de Tecnologia e
Gestão de Águeda

Marco Costa: A ESTGA-UA tem apostado em abordagens pedagógicas inovadoras e centradas nos estudantes, conciliando a teoria à prática e interagindo com a comunidade envolvente. Os cursos tecnológicos da Escola baseiam-se no Modelo de Aprendizagem Baseado em Projetos (MABP), em que os estudantes interagem de forma próxima com as empresas ou organizações parceiras da Escola, colocando em prática as aprendizagens teóricas e práticas dos cursos.

Para além deste método de ensino, a ESTGA-UA tem adotado estratégias pedagógicas e curriculares ajustadas às competências que se pretende que os estudantes desenvolvam. Estas estratégias passam pela aposta da Escola na agregação de competências, que consiste na articulação entre várias unidades curriculares de forma a desenvolver grandes temas do curso.

Todos os nossos cursos oferecem também a possibilidade de realizar estágios curriculares nas empresas ou organizações parceiras da ESTGA-UA. Todas estas opções visam dar resposta a necessidades reais das várias empresas da região de Águeda e Aveiro, onde os estudantes experienciam o mundo laboral e empregam conhecimentos adquiridos ao longo do percurso académico. A ESTGA-UA aposta ainda em seminários, workshops e aulas abertas, presenciais e online, que permitem aos estudantes contactar com especialistas nas principais áreas da diversa oferta formativa.

PA: Para além das licenciaturas e CTeSPs, a ESTGA-UA oferece vários mestrados em diferentes áreas, que visam complementar a formação dos alunos e aprofundar os conhecimentos em áreas específicas. Poderia falar um pouco sobre as particularidades destes mestrados e sobre a sua importância para uma formação mais enriquecedora?

MC: Nos últimos anos, a Escola tem aumentado a oferta formativa ao nível dos cursos de 2.º ciclo, potenciando uma abordagem aplicada que se tem traduzido numa boa adesão por parte de candidatos, quer nacionais, quer internacionais. Estes cursos caracterizam-se não apenas por um forte pendor profissionalizante, assente em investigação aplicada, mas também por uma estreita ligação ao meio envolvente, através da realização quer de estágios, quer de projetos que visem dar resposta a necessidades reais das várias empresas da região.

Este próximo ano letivo (2023/2024) vai abrir um novo mestrado em Gestão e Negócios Digitais, uma inovação na comunidade académica em todo o país. Este mestrado foca-se na formação de gestores familiarizados com o ambiente tecnológico atual, proporcionando o desenvolvimento de competências práticas ao nível da gestão da inovação e da liderança nas organizações, através de uma perspetiva de aprendizagem ativa.

A ESTGA-UA, na área da gestão, tem ainda mais dois mestrados: Gestão Comercial e Gestão da Qualidade Total. O mestrado em Gestão Comercial representa uma oferta formativa única no país nas áreas do retalho e da gestão comercial, tendo por base uma parceria entre a Escola e um conjunto de parceiros empresariais, dos quais se destaca o grupo Jerónimo Martins, que, anualmente, atribui um conjunto de bolsas de estudo de modo a promover a formação de gestores que melhor se adequam ao setor do Retalho e Distribuição. O curso de Gestão da Qualidade Total resulta de parcerias entre a ESTGA-UA, associações empresariais, tais como a Câmara de Comércio e Indústria do Distrito de Aveiro (AIDA CCI), a Associação Portuguesa de Certificação (APCER), a Rede de Inovação em Aveiro (INOVARIA) e o Laboratório Industrial da Qualidade (LIQ), bem como um conjunto de empresas de renome internacional, com o objetivo de promover a excelência e o posicionamento estratégico organizacional e de garantir a satisfação de todas as partes interessadas.

Na área das Ciências Empresariais e da Administração, a ESTGA-UA oferece o mestrado em Assessoria de Direção e Comunicação nas Organizações, que conta com parcerias entre a Escola e organizações do setor público, privado e do terceiro setor, para além da relação próxima com a Associação Portuguesa de Profissionais de Secretariado e Assessoria (ASP). Assegura competências técnico-científicas aos estudantes, de forma a garantir o apoio à gestão de topo e aos processos comunicacionais das organizações, contribuindo para a inovação no apoio aos processos de gestão e ainda para o aumento da eficácia e da eficiência da comunicação nas organizações.

A Escola aposta também na ciência informática, com o mestrado em Informática Aplicada, que se concentra numa formação em áreas-chave no mercado de trabalho global, nomeadamente a tecnologia IoT (Internet of Things), a Inteligência Artificial, ou a análise, o processamento e o armazenamento de grandes quantidades de dados (Big Data).

Contamos ter ainda mais novidades no ano letivo 2024/2025.

A 2ª fase de candidaturas destes mestrados para o ano letivo de 2023/2024 vai decorrer entre o dia 8 e o dia 19 de maio. As candidaturas são realizadas numa plataforma específica da Universidade de Aveiro (https://paco.ua.pt/Candidaturas).

Para mais informações sobre os cursos, podem consultar o link: https://www.ua.pt/pt/estga/Cursos?degree=Mestrados

PA: A investigação científica é cada vez mais fundamental para um sistema de ensino completo. De que forma a escola está a promover a investigação científica no âmbito das suas áreas de ensino?

MC: Atualmente, a Escola conta com dezenas de projetos de investigação científica nacionais e internacionais, nas áreas tecnológicas e da gestão. Estes são aplicados em áreas científicas como a Energia, a Eletrónica, a Gestão, a Qualidade, a Informática, o Secretariado e a Comunicação. Os projetos contam com a colaboração dos nossos docentes, estudantes e entidades nacionais ou internacionais, sejam organizações ou outras universidades. Para os estudantes, a participação nestes projetos pode melhorar a compreensão dos conteúdos lecionados, desenvolver o espírito critico e prepará-los para uma futura carreira. Para os docentes, a investigação é uma oportunidade de contribuir para o avanço do conhecimento na sua área de estudo, expandir o seu impacto na comunidade científica global e criar redes de colaboração, fortalecendo a qualidade e a atualidade do ensino superior oferecido. Muitos dos trabalhos de investigação científica desenvolvidos na ESTGA-UA estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

PA: A ESTGA-UA está localizada em Águeda, uma região cada vez mais conhecida pelas experiências turísticas que proporciona. A existência de uma instituição de ensino superior pode ajudar a colocar regiões mais pequenas no mapa? Neste caso específico, de que forma a ESTGA-UA contribui para o desenvolvimento de Águeda?

MC: Apesar de Águeda já se ter afirmado como uma região industrial antes da fixação da ESTGA-UA, esta permitiu que se formasse uma ligação entre estas indústrias que crescem de dia para dia e os membros da academia, em particular os estudantes. Através das práticas pedagógicas centradas nos estudantes e da atualização regular e distintiva da oferta formativa, a ESTGA-UA cria e desenvolve uma ligação com a comunidade envolvente à Escola, tendo sempre em conta as necessidades formativas da região.

O desenvolvimento de projetos e programas de tutoria e da realização de estágios curriculares, em parceria com as organizações, também permite que a ESTGA contribua diretamente para o desenvolvimento do próprio mercado de trabalho da região. Todos os anos a Escola consegue colocar mais de 300 estudantes em empresas e organizações a nível nacional, e, em alguns casos, a nível internacional. O desenvolvimento da nossa oferta formativa em cursos de especialização, de curta ou média duração, também contribui para que as próprias empresas da região se dirijam à Escola à procura de mais especializações na área de interesse, com uma carga de horário compatível com a atividade profissional. Neste momento, a ESTGA tem mais de 700 protocolos assinados com empresas e organizações públicas e privadas de todos os setores da atividade económica.

PA: A ESTGA-UA tem vindo a desenvolver uma estratégia que visa a melhoria contínua da qualidade do ensino e a adaptação às mudanças do mercado de trabalho. Neste sentido, qual é a linha estratégica da direção para os próximos anos?

MC: A melhoria contínua da qualidade do ensino é um eixo estratégico da ESTGA-UA e uma das suas reconhecidas imagens de marca. De facto, na ESTGA estamos conscientes de que a qualidade do ensino é um fator necessário para que os estudantes desenvolvam em plenitude as competências técnicas, de comunicação e interpessoais. No entanto, o excelente desempenho profissional dos nossos diplomados é, em si mesmo, também um indicador da excelente qualidade da nossa formação. Neste sentido, vamos continuar, por um lado, a potenciar os resultados do sistema de garantia de qualidade adotado na UA, e, por outro, a atualizar a oferta formativa de modo a corresponder às necessidades atuais e futuras do mercado de trabalho. Este último aspeto tem sido, e continuará a ser, um processo contínuo que incorpora os contributos dos nossos parceiros organizacionais, seja através das parcerias estratégicas existentes com empresas e associações ou das interações regulares com inúmeras organizações. A atualização tecnológica e de outros recursos que a Escola tem conseguido implementar, associada à formação contínua dos docentes, promovendo a inovação pedagógica, vem permitindo que o processo de ensino e aprendizagem seja cada vez mais centrado no estudante, contribuindo desta forma para a promoção do bem-estar, do sucesso escolar e do desenvolvimento integral dos estudantes.

PA: Tem alguma iniciativa ou projeto programado para um futuro próximo que gostaria de apresentar?

MC: No futuro próximo, a ESTGA continuará a contribuir para a execução do Programa Aveiro Education and Social Alliance no âmbito dos investimentos Incentivo Adultos e Impulso Jovens STEAM, do Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, no quadro da UA. Note-se que a Escola tem, neste contexto, um papel particularmente relevante enquanto Escola Politécnica dedicada à formação superior com vocação profissionalizante, desde a formação inicial à aprendizagem ao longo da vida. Este programa, e no que à ESTGA compete, inclui novas ofertas formativas, desde novos CTeSP, cursos pós-graduados de especialização ou de mestrado e microcredenciais, sendo que algumas destas formações já estão em funcionamento e outras estão em fase de acreditação ou registo formal.


O Projeto AWARE – “Enhancing the level of cibersecurity awareness in VET related to digital transformation”, com referência Project No: KA220-VET-7D79096D, reúne 9 parceiros Europeus em torno da consciencialização para a cibersegurança. O projeto conta com parceiros dos países: Eslovénia, Portugal, Holanda, Eslováquia, Grécia, Itália, Alemanha e Chipre.

Tem como objetivo contribuir para o aumento da informação acerca dos riscos associados aos contextos digitais de trabalho. O projeto está alinhado com os objetivos europeus de desenvolvimento de competências para o futuro patentes no Plano de Ação para a Educação Digital, 2021-2027 avançado pela União Europeia para apoiar a adaptação sustentável e eficaz dos sistemas de educação e formação dos seus Estados-Membros à era digital.

Já foram alcançados vários resultados, como por exemplo uma Base de Conhecimento sobre cibersegurança. Estão presentemente em desenvolvimento uma Masterclass  com três módulos temáticos que tocam a “Identidade Digital”, a “Cibersegurança” e o “Cyberbullying”, sob liderança da ESTGA, bem como ferramentas de autoavaliação, que permitirão aos cidadãos testarem os seus níveis de sensibilidade sobre os riscos em contexto de trabalho digital. Todos os materiais podem ser obtidos na página oficial do projeto: https://awareproject.eu/

O projeto será desenvolvido em estrita articulação com a comunidade local, em cada país parceiro, nomeadamente através da participação em atividades e programas de formação piloto que permitam testar e melhorar as metodologias de formação a desenvolver, aumentando a sua relevância, visibilidade e acessibilidade. Em Portugal, o projeto “AWARE” é coordenado por um docente da ESTGA -UA e conta com uma participação multidisciplinar de outros docentes da ESTGA-UA e de outras unidades orgânicas da UA e os centros de investigação IEETA e GOVCOPP. Isto permitirá aliar a condução do projeto à sua valorização e disseminação na comunidade de investigação neste domínio.

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