Vasco Amorim, Vice-Reitor das Infraestruturas, Planeamento e Qualidade da UTAD
Um campus vivo, inteligente e sustentável para a UTAD do futuro
Infraestruturas modernas, planeamento estratégico e uma cultura de qualidade são elementos essenciais para preparar a Universidade para os desafios do futuro. Vasco Amorim, Vice-Reitor para as Infraestruturas, Planeamento e Qualidade da UTAD, apresenta as prioridades para a modernização do campus, desde a eficiência energética e a transformação digital à acessibilidade, mobilidade e sustentabilidade.
Perspetiva Atual: A inovação tecnológica exige cada vez mais infraestruturas capazes de acompanhar a evolução do ensino e da investigação. Como tem sido preparado o campus para responder a estes desafios e que investimentos considera prioritários nos próximos anos?
VA: As infraestruturas universitárias integram o ecossistema de ensino, investigação e inovação, conjugando capacidade científica e digital, eficiência energética e condições de trabalho e aprendizagem. É prioritário concluir os investimentos em curso e definir um plano plurianual de manutenção preventiva do património, equipamentos e redes. Importa ainda apoiar o Mestrado Integrado em Medicina, modernizar espaços, partilhar laboratórios, concluir as residências e reforçar a acessibilidade, segurança e mobilidade, promovendo um campus tecnológico, inclusivo e sustentável.
PA: A qualidade das infraestruturas influencia diretamente a capacidade de atrair estudantes, investigadores e parceiros. Que papel desempenha o planeamento estratégico na criação de um ambiente mais competitivo e preparado para responder às exigências do ensino superior atual?
VA: O planeamento estratégico permite transformar necessidades numa visão coerente, orientando os investimentos para infraestruturas alinhadas com a missão da Universidade e as necessidades da comunidade académica. Na UTAD, este planeamento deve articular-se com a estratégia académica e científica, a consolidação da Medicina, a internacionalização e a sustentabilidade financeira. Exige informação fiável sobre utilização, custos e estado dos espaços, bem como objetivos, calendários, orçamentos e indicadores para cada projeto. Num contexto de recursos limitados, esta abordagem permite definir prioridades, captar financiamento e antecipar necessidades. Deve também integrar alojamento, mobilidade, acessibilidade, segurança e bem-estar, reforçando a atração e retenção de talento.
PA: A sustentabilidade e a eficiência dos espaços são hoje dimensões incontornáveis da gestão universitária. De que forma a inovação tecnológica está a ser integrada na modernização das infraestruturas e na otimização dos recursos da Universidade?
VA: A inovação tecnológica permitirá conhecer melhor o campus, gerir recursos com eficiência e decidir com base em dados. Sensores, sistemas de monitorização e inteligência artificial apoiarão a manutenção preventiva, a redução de desperdícios e a otimização dos espaços, com supervisão humana. Esta transformação exige integrar sistemas, rever processos, capacitar trabalhadores e definir indicadores. O campus funcionará também como laboratório vivo, testando soluções de energia, mobilidade, água, resíduos, biodiversidade e acessibilidade, num espaço de aprendizagem e inovação.
“O verdadeiro legado não será apenas físico ou tecnológico, mas também organizacional e humano: uma Universidade capaz de antecipar, decidir e executar, colocando as pessoas no centro”
PA: Num contexto em que a qualidade é um fator diferenciador, como é que os processos de planeamento e avaliação contribuem para reforçar a confiança da comunidade académica e para consolidar a posição da UTAD no panorama nacional e internacional?
VA: A confiança constrói-se quando a comunidade conhece os objetivos, participa nos processos e verifica os resultados. Planeamento e avaliação devem formar um ciclo contínuo de execução, medição, correção e prestação de contas. É prioritário integrar qualidade, planeamento e orçamento, associando recursos a objetivos estratégicos e decisões a indicadores académicos, científicos e financeiros. Relatórios semestrais e a monitorização dos projetos permitirão detetar e corrigir desvios atempadamente. A participação da comunidade torna a avaliação um instrumento de aprendizagem institucional e reduz a burocracia. Uma cultura de qualidade reforça a confiança, sustenta a acreditação, a credibilidade e o reconhecimento da UTAD.
PA: Quando olha para o futuro, que transformação gostaria de ver concretizada ao nível das infraestruturas e da gestão da qualidade, capaz de marcar a próxima década e de deixar um legado para as gerações futuras de estudantes e investigadores?
VA: Gostaria que, daqui a dez anos, a UTAD fosse reconhecida por um campus vivo, inteligente, sustentável, inclusivo e ligado ao ensino, à investigação e ao território, com infraestruturas modernas, acessíveis e bem conservadas. Na qualidade, importa consolidar uma cultura participada e baseada na evidência, integrando planeamento, avaliação e decisão. O verdadeiro legado não será apenas físico ou tecnológico, mas também organizacional e humano: uma Universidade capaz de antecipar, decidir e executar, colocando as pessoas no centro e afirmando-se nacional e internacionalmente.
