Paula Catarino, Presidente da Escola de Ciências e Tecnologia da UTAD
Ciência, tecnologia e inovação no centro da formação
A diversidade da oferta formativa, a internacionalização e a aproximação entre ensino, investigação e sociedade marcam a estratégia da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT). Paula Catarino, Presidente da Escola, destaca a aposta numa formação científica e tecnológica sólida, aliada à inovação, a novas metodologias de ensino e ao reforço das parcerias nacionais e internacionais.
Perspetiva Atual: Mais do que um espaço de ensino, uma instituição constrói-se a partir de uma visão, de um compromisso e de um propósito. Qual é a missão desta Escola e que valores e princípios distinguem a sua atuação?
Paula Catarino: A missão da ECT é oferecer uma educação de qualidade nas áreas científicas e tecnológicas, preparando os estudantes com conhecimentos sólidos e competências práticas. A atuação da Escola assenta na excelência académica, na inovação e criatividade, na ética e responsabilidade social, na sustentabilidade, na inclusão e na colaboração. Estes valores concretizam-se através do rigor científico, da formação integral, da interação com a sociedade e da evolução constante. Procuramos aliar a qualidade do ensino e da investigação à preparação dos estudantes para responderem aos desafios da sociedade, reforçando a ligação à comunidade, às empresas e às instituições públicas.
PA: Estimular a formação intelectual e profissional dos seus estudantes, bem como criar, valorizar e difundir conhecimento, são pilares fundamentais da ECT. Que oferta formativa e oportunidades, nomeadamente ao nível da internacionalização, têm os estudantes ao seu dispor?
PC: A ECT dispõe de uma oferta diversificada, com 10 cursos de 1.º Ciclo, 12 de 2.º Ciclo, um mestrado integrado e 7 de 3.º Ciclo, abrangendo áreas científicas e tecnológicas. Os cursos combinam componentes teóricas, práticas e laboratoriais, permitindo aos estudantes aplicar conhecimentos em projetos concretos e desenvolver competências técnicas, analíticas e metodológicas. A internacionalização constitui igualmente uma prioridade. A Escola mantém parcerias com instituições estrangeiras e participa em programas como Erasmus+, Merging Voices, Mind23 e Jamies. Em 2025, 22 docentes participaram no Erasmus+ e Merging Voices e 19 estudantes no Erasmus+. Outros 4 docentes e 6 estudantes visitaram a ECT no âmbito dos programas Erasmus+, Mind23 e Jamies. Os estudantes têm ainda acesso a recursos avançados de investigação, conferências e workshops internacionais, promovendo o networking e a integração num contexto global de ciência e tecnologia.
“Pretendemos conciliar formação sólida, investigação de ponta e inovação tecnológica, preparando profissionais para o mercado de trabalho e para a investigação científica”
PA: Apesar de muitas vezes passarem despercebidas, as engenharias, a física e a matemática estão na base de grande parte das inovações que utilizamos diariamente. Que iniciativas têm sido realizadas para evidenciar a importância destas áreas?
PC: A ECT promove ações de divulgação junto dos estudantes do ensino secundário e da comunidade, através de workshops, palestras, visitas laboratoriais e iniciativas como o Dia Aberto. Estas atividades mostram aplicações concretas da engenharia, da física e da matemática na indústria, tecnologia e sociedade, incluindo áreas como a robótica, a realidade virtual e a modelação computacional. Promovem-se ainda o Dia Internacional da Matemática, o Dia Mundial da Estatística, as Jornadas de Engenharia e Física, o Fórum Física e Sociedade e projetos aprovados no programa “Escolher Ciência”, da Ciência Viva. A disponibilização de software e repositórios em acesso aberto contribui também para demonstrar a importância destas áreas na investigação e na criação de soluções inovadoras.
PA: Entre o legado construído e os desafios que se avizinham, que visão traça esta nova presidência para o futuro da Escola e que metas define para o próximo ano letivo?
PC: Pretendemos conciliar formação sólida, investigação de ponta e inovação tecnológica, preparando profissionais para o mercado de trabalho e para a investigação científica. Queremos também ampliar o impacto da Escola para além do campus, contribuindo para o desenvolvimento da região e dos seus setores económicos através de projetos com aplicação concreta. Manteremos a oferta formativa, procurando criar cursos ajustados ao perfil dos estudantes, às áreas emergentes, às tendências tecnológicas, às necessidades do mercado e às prioridades regionais, nacionais e internacionais. Serão exploradas novas metodologias de ensino e aprendizagem, incluindo ferramentas de inteligência artificial, acompanhadas pela renovação do pessoal docente e técnico. Pretendemos ainda reforçar a integração em redes europeias de ensino e investigação e as parcerias com empresas, instituições científicas, entidades internacionais e organizações da sociedade civil. A entrada em vigor do novo regime jurídico das instituições de ensino superior será encarada como uma oportunidade para afirmar a UTAD e reforçar o seu reconhecimento nacional e internacional.
