Dr. Pedro Marcelino, Presidente da Comissão Executiva da GLOBAL HEALTH COMPANY

Global Health Company: A cuidar da nossa Saúde e Bem-Estar

Com uma abordagem inovadora e centrada no paciente, a Global Health Company (GHC) tem- se destacado na prestação de serviços e promoção de saúde em Portugal. Atuando em três áreas da Saúde Clínico-Hospitalar, através da Sanfil Medicina, Diaton e Nefrovida, a sua ênfase em tecnologias avançadas, equidade no acesso à saúde e abordagem personalizada está a redefinir os padrões dos cuidados de saúde no país.

Qual o papel das instituições privadas de saúde em Portugal e como a GHC se destaca nesse contexto?

Pedro Marcelino: As instituições privadas de saúde em Portugal têm um papel vital na promoção da saúde da comunidade, com diferentes realidades e desafios. A GHC destaca-se nesse cenário pelo seu compromisso contínuo em melhorar e expandir os serviços disponíveis para os utentes, visando sempre o bem-estar e a qualidade de vida da população.

“Somos Pessoas a cuidar de pessoas. (…) Promovendo saúde e bem-estar na comunidade local através de parcerias, ações de prevenção e apoio a causas sociais.”

Como se posicionam atualmente no setor da saúde em Portugal e quais são os desafios futuros mais relevantes?

P.M.: A saúde em Portugal enfrenta desafios complexos, incluindo a definição precisa dos serviços necessários, a otimização da capacidade instalada e a melhoria da articulação entre os setores. É crucial desmistificar a ideia de que a saúde é totalmente gratuita, reconhecendo os seus custos significativos suportados direta ou indiretamente pelos cidadãos. Há uma relação tendencialmente errada com a ideia de que a saúde não tem custos. Ora nada poderia estar mais longe da realidade.

Cabe aos Governos garantir um sistema de saúde eficaz e eficiente, alinhado com cuidados definidos e dentro dos limites de despesa estabelecidos. Nesse contexto, a GHC adota uma postura aberta e colaborativa com todos os intervenientes na cadeia de valor da saúde, comprometida em garantir aos cidadãos acesso aos níveis de cuidados de saúde que necessitam e merecem.

O Toque Pessoal da GHC na Saúde: a diferença de uma abordagem centrada no paciente, onde cada interação é marcada pela humanização e personalização.

 De que forma a GHC tem ampliado a sua atuação, para além das áreas tradicionais, visando proporcionar um acesso mais amplo e abrangente aos cuidados de saúde?

P.M.: A GHC tem ampliado a sua atuação para garantir um acesso mais amplo e abrangente aos cuidados de saúde, promovendo a proximidade e familiaridade com os nossos médicos e restantes colaboradores. Buscamos fortalecer essa relação de confiança, oferecendo um acesso fácil aos serviços, a resposta célere dos nossos profissionais e um atendimento personalizado ou direcionado às necessidades do utente.

O sucesso clínico do utente vai além da eficácia dos serviços, dependendo também de uma medicina mais humanizada e personalizada. Além dos serviços tradicionais, oferecemos um conjunto diferenciado de serviços, como o cartão NEXUM (do latim ligação), cuja série de vantagens visa potenciar o acompanhamento mais ajustado possível às necessidades de saúde dos utentes. A evolução tecnológica, incluindo a teleconsulta, também reforça a interação e confiança entre utentes, médicos e instituição.

Tecnologia Avançada eleva a qualidade dos cuidados da GHC: vanguarda na inovação com inteligência artificial e neuro navegação para transformar a experiência dos pacientes.

Quais são as mais recentes inovações tecnológicas implementadas pelo Grupo e que impacto positivo tem tido na qualidade dos serviços de saúde?

P.M.: A GHC implementou diversas inovações tecnológicas para melhorar a qualidade dos serviços de saúde. Na área dos Meios Complementares de Diagnóstico e Tratamento (MCDT), adotamos equipamentos com inteligência artificial, reduzindo tempos de aquisição, aumentando a flexibilidade operacional e melhorando a precisão diagnóstica. Os nossos sistemas de receção digitais por fibra ótica garantem imagens de alta resolução, de forma mais rápida, garantindo uma caracterização precisa dos tecidos e reduzindo artefactos. O que ajuda a evitar repetições de sequências devido a movimentos inadvertidos dos pacientes, especialmente comuns em exames realizados em crianças e idosos.

Introduzimos experiências audiovisuais para o conforto dos pacientes e priorizamos a sustentabilidade, reduzindo significativamente o consumo energético. Destacamos também a aquisição de um sistema de neuro navegação intraoperatório, permitindo cirurgias (em ortopedia e neurocirurgia) minimamente invasivas e aumentando a precisão e segurança das mesmas. O sistema possibilita a monitorização de movimentos cirúrgicos em tempo real (pela aquisição de imagens e reconstrução em 3D), aumentando a precisão e segurança, reduzindo o tempo de intervenção, a taxa de infeção, tempos de recuperação, e eventuais necessidades de re-intervenções. São tecnologias que representam avanços significativos para médicos, cirurgiões e utentes.

A Revolução da Telemedicina: com a priorização da humanização dos cuidados, a GHC lidera o caminho da acessibilidade aos cuidados de saúde acessíveis, em qualquer lugar.

Quais são as tendências emergentes no sector da saúde em Portugal e como procura a GHC adaptar-se a estas mudanças nos próximos anos?

P.M.: As tendências emergentes na saúde em Portugal incluem o aumento de custos, a pressão de acesso, a desmaterialização e o distanciamento físico entre os utentes e os profissionais de saúde.

A escassez de médicos, custos crescentes e as demandas infraestruturas e tecnológicas elevam custos, o que inevitavelmente se reflete no acesso efetivo à saúde. A pressão de acesso cresce devido ao aumento da esperança média de vida, desregulação nos hábitos alimentares e estilo de vida, e maior exigência por saúde, com menos tolerância à dor. A digitalização é também uma realidade na saúde, com foco na realidade artificial, mas a burocracia dificulta sobretudo a desmaterialização de dados.

Não esqueçamos ainda que os avanços na precisão do diagnóstico, biotelemetria e teleconsulta podem resultar em distanciamento entre pacientes e médicos, tornando a prática menos pessoal e mais técnica.

 A GHC está atenta a esses desafios, mantendo o foco no paciente e na humanização dos cuidados, transformando-os em oportunidades de evolução e desenvolvimento.

Apesar de custos crescentes, buscamos agregar valor aos cuidados e necessidades dos utentes dentro do seu ciclo de vida, investindo no trabalho em equipa, em capacidade técnica e segurança da informação. A telemedicina surge como uma alternativa para melhorar o acesso e continuidade dos cuidados, adaptando-se às mudanças tecnológicas e sociais, buscando também maximizar o tempo dedicado aos utentes.

Equidade em Ação: acesso aos cuidados de saúde a todos os que dela precisam, quando precisam.

Quais os planos da GHC no desenvolvimento dos seus serviços e oferta de uma resposta integrada aos utentes?

P.M.: A GHC prioriza o bem-estar e conforto dos utentes, oferecendo uma resposta integral em todas as nossas unidades, desde o diagnóstico até o tratamento, incluindo exames, consultas e meios complementares de diagnóstico, com cobertura da maioria dos subsistemas e seguradoras (abrangendo também serviços de urgência, cirurgias e internamento).

Este ano expandiremos para novas áreas, como serviços domiciliares, de monitorização e apoio pré e pós-cirúrgico, visando um acompanhamento mais próximo. Estamos também a explorar projetos de expansão com novas unidades no norte e sul do país.

Na Vanguarda da Mudança Comunitária, Grupo deixa uma marca duradoura nas comunidades onde se integra.

Como procura a GHC assegurar a equidade ao acesso dos cuidados de saúde em todas as suas unidades?

P.M.: A GHC assegura a equidade no acesso aos cuidados de saúde em todas as suas unidades através de uma abordagem integrada. As nossas unidades cirúrgicas e de ambulatório compartilham uma identidade de serviço unificada, oferecendo aos utentes acordos com a generalidade dos subsistemas de saúde, seguradoras e com o Estado, incluindo o SIGIC. Além disso, o agendamento é centralizado, permitindo que os utentes marquem consultas em todo o país pelo nosso site ou contact center.

Que medidas têm implementado para promover a educação em saúde e a intervenção na comunidade local, visando a prevenção para a saúde e o bem-estar geral?

P.M.: A GHC tem um forte compromisso com as comunidades onde opera. Somos pessoas a cuidar de pessoas, por isso assumimos a responsabilidade local pela promoção da saúde e bem-estar. Estabelecemos parcerias com instituições educacionais para estágios profissionais e promovemos iniciativas como o “Dia Aberto Sanfil Medicina”, envolvendo estudantes nas nossas atividades diárias. Além disso, somos parceiros em ensaios clínicos e apoiamos eventos locais de saúde e desporto. Realizamos frequentes rastreios à população e promovemos ações para incentivar hábitos saudáveis, contribuindo para instituições e causas sociais através de serviços clínicos e iniciativas de inclusão social.

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