Manuel Limbert, Presidente da Sociedade Portuguesa de Coloproctologia (SPCP)

SPCP quer tornar a Coloproctologia mais acessível e próxima dos doentes

Em 1988, um cirurgião e um gastrenterologista juntaram-se para criar a Sociedade Portuguesa de Coloproctologia. Quase 40 anos depois, a especialidade tornou-se mais tecnológica e multidisciplinar, mas nem todos os doentes têm o mesmo acesso a estes cuidados. Com dois anos de mandato cumpridos, Manuel Limbert, presidente da SPCP, acredita que aproximar a população desta área é essencial para erradicar preconceitos e desigualdades, sem descurar o papel da formação e da inovação.

Perspetiva Atual: A Sociedade Portuguesa de Coloproctologia tem desenvolvido o seu trabalho há várias décadas. Olhando para este percurso, quais considera serem os marcos mais importantes da sua história e como contribuíram para a relevância que assume atualmente?

Manuel Limbert: A Sociedade Portuguesa de Coloproctologia nasceu em 1988, fruto da grande amizade e do trabalho conjunto de um cirurgião e um gastrenterologista (respetivamente, o Prof. Araújo Teixeira e o Prof. Amílcar Mascarenhas Saraiva), e, ao longo de quase quatro décadas, foi crescendo e acompanhando a enorme evolução desta área da Medicina e da Cirurgia, contando hoje com cerca de 630 membros.

Mais do que destacar um momento isolado — por exemplo, referir a autonomização da Sociedade relativamente à Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, onde começou por estar integrada —, penso que o principal marco foi a progressiva afirmação da Coloproctologia portuguesa como uma área diferenciada e verdadeiramente multidisciplinar, agregando sobretudo cirurgiões gerais com diferenciação em cirurgia colorretal e gastrenterologistas e, mais recentemente, enfermeiros e outros profissionais com par ticular interesse nesta área. Esta multidisciplinaridade não é, de todo, habitual nas sociedades congéneres europeias.

A realização regular do Congresso Nacional, a formação contínua, a elaboração de recomendações e a crescente colaboração nacional e internacional permitiram criar uma comunidade científica muito ativa. Procurámos, desde muito cedo, complementar o congresso com uma atividade desenvolvida ao longo de todo o ano, através das reuniões regionais e, mais recentemente, da divulgação e discussão de artigos e casos clínicos, de webinars — nomeadamente em colaboração com sociedades estrangeiras, como aconteceu com a Associação Espanhola de Coloproctologia, com quem abordámos o tema da cirurgia na doença inflamatória intestinal — e de outras iniciativas de atualização do conhecimento.

Creio que é esta continuidade, associada à capacidade de renovação, que explica a relevância que a SPCP tem hoje.

Primeiro presidente da SPCP, Prof. Doutor Amílcar Mascarenhas Saraiva no 4º Congresso da Sociedade em 1994

PA: Falamos, talvez, de um domínio que continua pouco valorizado pelo grande público. Considera que ainda existe um trabalho importante a fazer na divulgação da área e na sensibilização para a saúde colorretal?

ML: Sem dúvida. Existe ainda algum desconhecimento e, sobretudo, algum constrangimento em falar de sintomas relacionados com o intestino, o reto e o ânus. São doenças muito frequentes, que podem interferir significativamente com a qualidade de vida e que, muitas vezes, são encaradas com vergonha ou como algo que simplesmente se tem de suportar. Um caso paradigmático é o da incontinência fecal.

A literacia em saúde é, por isso, fundamental. Temos de falar mais sobre prevenção do cancro colorretal e adesão ao rastreio, mas também sobre doença hemorroidária, fissuras, fístulas, alterações do trânsito intestinal, incontinência, doença inflamatória intestinal e outras patologias benignas.

Uma sociedade científica não deve comunicar apenas com os profissionais de saúde. Deve também saber comunicar com a população, utilizando uma linguagem rigorosa, mas acessível. Esse foi, aliás, um dos objetivos que definimos para este mandato: aproximar a SPCP da população e contribuir para uma maior literacia em saúde colorretal, não só através de folhetos e recomendações escritas, acessíveis no nosso site e redes sociais, mas também de podcasts.

PA: A doença hemorroidária é uma das patologias mais comuns e associadas à Coloproctologia. Que sintomas devem levar à procura por cuidados médicos?

ML: A doença hemorroidária é extremamente frequente, mas importa começar por desfazer uma ideia muito comum: nem todos os sintomas anais são “hemorroidas”. Hemorragia, prolapso, prurido, desconforto ou dor anal justificam uma avaliação médica quando são persistentes, recorrentes ou particularmente intensos. A hemorragia retal merece especial atenção. Embora seja frequentemente causada por patologia benigna, nunca devemos assumir automaticamente que se trata de doença hemorroidária, sobretudo perante uma alteração recente dos hábitos intestinais, anemia, perda de peso, antecedentes familiares ou idade associada a maior risco de neoplasia colorretal.

Uma observação adequada, incluindo um exame proctológico completo, permite estabelecer o diagnóstico e evitar tratamentos desnecessários. Atualmente dispomos de múltiplas opções terapêuticas, desde medidas dietéticas e comportamentais a tratamentos de ambulatório e diferentes técnicas cirúrgicas. O importante é adaptar o tratamento à doença e, sobretudo, ao doente.

PA: Que respostas estão disponíveis para assegurar um acompanhamento adequado aos doentes em qualquer situação?

ML: A Coloproctologia oferece hoje respostas muito diferenciadas. Na patologia benigna dispomos de tratamentos conservadores, procedimentos realizados em consulta ou ambulatório e técnicas cirúrgicas cada vez menos invasivas. Na doença inflamatória intestinal e na patologia oncológica, a abordagem multidisciplinar tornou-se indispensável.

No cancro do reto, por exemplo, no qual estou particularmente envolvido, o tratamento é hoje muito diferente daquele que fazíamos há algumas décadas. A qualidade da imagem, os avanços da radioterapia e da oncologia médica, a cirurgia minimamente invasiva e robótica e, em casos selecionados, as estratégias de preservação de órgão permitem tratamentos progressivamente mais personalizados.

Contudo, assegurar um acompanhamento adequado não significa apenas dispor de tecnologia. Significa colocar o doente no centro da decisão, garantir diferenciação profissional, discussão multidisciplinar dos casos complexos e referenciação para centros com experiência específica sempre que necessário.

PA: Que limitações persistem e importam para o desenvolvimento da Coloproctologia?

ML: Apesar dos enormes progressos, persistem algumas limitações. Uma delas é a heterogeneidade no acesso a cuidados diferenciados. Nem todos os doentes têm a mesma facilidade de acesso a equipas multidisciplinares, técnicas avançadas ou centros com elevado volume e experiência em patologia complexa.

Outra questão importante é a formação. A evolução tecnológica é muito rápida e exige aprendizagem contínua, treino estruturado e avaliação dos resultados. Uma técnica nova não é necessariamente uma técnica melhor; deve demonstrar benefício e ser introduzida de forma responsável. Neste sentido, estamos a implementar na nossa Sociedade uma cooperação inter-hospitalar organizada e fluida.

Finalmente, continua a existir um desafio na comunicação com os cuidados de saúde primários e com a própria população. Uma referenciação adequada e atempada pode fazer uma diferença muito significativa. Também aqui, as nossas reuniões regionais, com a participação dos colegas dos cuidados de saúde primários, têm sido uma prioridade com este objetivo.

PA: A atualização dos profissionais acompanha naturalmente a evolução da prática clínica. Quais os fatores que distinguem a investigação da SPCP em Portugal? Existem projetos em curso que mereçam ser destacados?

ML: Portugal tem profissionais e centros com grande qualidade e capacidade de investigação. Uma sociedade como a SPCP pode ter um papel particularmente importante ao aproximar esses centros e transformar iniciativas individuais em projetos colaborativos.

Temos procurado estimular a discussão científica através do Caso Clínico do Mês, do Artigo do Mês, da SPCP News, de reuniões científicas, webinars e das bolsas destinadas à investigação e diferenciação profissional.

Foi precisamente com esse objetivo que esta Direção criou, como já referi, uma Comissão de Cooperação Inter-Hospitalar, procurando estabelecer uma rede entre diferentes instituições e aproveitar as competências específicas de cada uma. Pretendemos facilitar, por exemplo, que um profissional que queira aprender e implementar no seu hospital uma nova técnica ou procedimento possa deslocar-se a um centro nacional com experiência nessa área, observar, aprender e estabelecer contactos.

Mais do que competir entre centros, interessa-nos partilhar experiência e criar conhecimento em conjunto.

Em termos de investigação, a nossa Sociedade atribui bienalmente uma bolsa de valor relevante destinada a projetos na área da Coloproctologia. Os últimos projetos apoiados tiveram como temas os biomarcadores na doença de Crohn e o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial para redução de complicações cirúrgicas com base em vídeos intraoperatórios.

PA: Certamente, várias portas têm sido abertas pelas parcerias estabelecidas. Que avanços nasceram destes consórcios?

ML: A Coloproctologia é, pela sua própria natureza, uma área de colaboração. Essa colaboração começa dentro dos hospitais, entre diferentes especialidades, mas deve estender-se às sociedades científicas nacionais e internacionais.

A SPCP tem procurado aprofundar as relações com sociedades congéneres, nomeadamente brasileira e espanhola e, mais recentemente, francesa, bem como com a Sociedade Europeia de Coloproctologia. Estas relações facilitam o intercâmbio científico, a realização de reuniões conjuntas, a formação em centros de referência e o desenvolvimento de projetos colaborativos. A título de exemplo, temos estágios disponíveis em centros proctológicos franceses, participamos em webinars organizados conjuntamente com os nossos colegas espanhóis e, no próximo Congresso, em 2027, iremos organizar uma Masterclass de um dia com a Sociedade Europeia de Coloproctologia. Temos ainda, como órgão oficial para publicação de artigos científicos, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, o Journal of Coloproctology.

Consideramos igualmente muito importante a colaboração com outras sociedades científicas portuguesas, nomeadamente a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, a Sociedade Portuguesa de Cirurgia e a Associação Portuguesa de Neurourologia e Uroginecologia, entre outras.

Muitos dos problemas que tratamos ultrapassam as fronteiras tradicionais entre especialidades. Trabalhar em conjunto permite-nos confrontar diferentes perspetivas, partilhar conhecimento e, em última análise, oferecer melhores cuidados aos doentes.

PA: A Sociedade disponibiliza bolsas de estágio. Que importância têm estas oportunidades na formação e na aproximação dos jovens profissionais à especialidade?

ML: São fundamentais. Há conhecimentos que se adquirem nos livros e nos congressos, mas há competências que só se desenvolvem observando e trabalhando em centros com experiência específica.

As bolsas permitem aos jovens médicos contactar com outras formas de organização, outras técnicas e outras culturas médicas no estrangeiro. Muitas vezes, um estágio relativamente curto pode modificar a prática de um profissional durante muitos anos.

Mas existe ainda outra dimensão que considero particularmente importante: aproximar os jovens da Sociedade. Uma sociedade científica só tem futuro se conseguir envolver as novas gerações, dar-lhes espaço, ouvir as suas ideias e criar oportunidades para participarem ativamente. Foi por isso que, no início deste mandato, assumimos também como objetivo desenvolver, dentro do organograma da SPCP, uma secção especificamente dirigida aos internos e jovens especialistas. Infelizmente, ainda não conseguimos concretizar o arranque desta secção durante este mandato.

PA: Chegado o momento de fazer um balanço destes dois anos de direção, que objetivos foram concretizados?

ML: Quando iniciámos este mandato, assumimos que queríamos dar continuidade ao excelente trabalho das Direções anteriores, mas também manter a SPCP ativa durante todo o ano e não apenas em torno do Congresso Nacional.

Procurámos reforçar a formação contínua, mantendo iniciativas como o Caso Clínico do Mês, o Artigo do Mês e a SPCP News, dinamizando as reuniões regionais e promovendo encontros que aproximassem profissionais de diferentes áreas e regiões do país.

Avançámos também na cooperação entre instituições, através da criação da Comissão de Cooperação Inter-Hospitalar, e procurámos dar maior espaço aos internos e jovens especialistas. Reforçámos a abertura internacional da SPCP e as relações com sociedades congéneres europeias e sul-americanas, mantendo simultaneamente uma estreita colaboração com outras sociedades científicas portuguesas. A inovação foi igualmente uma preocupação, de que é exemplo a criação de um grupo especificamente dedicado à Inteligência Artificial. Mantivemos também as bolsas de estágio e de investigação, fundamentais para a formação e para a produção científica.

Naturalmente, nem tudo aquilo que idealizámos foi possível concretizar. Um mandato de dois anos passa muito depressa e uma sociedade científica vive, em grande medida, do trabalho voluntário e da disponibilidade dos seus membros. Mas penso que conseguimos deixar uma Sociedade mais participada, mais aberta, mais próxima dos seus sócios e com uma rede de colaboração mais forte. Esse será, para mim, o principal balanço destes dois anos.

PA: Mais do que revisitar o percurso, importa perceber o que está por vir. Quais são as grandes apostas para o futuro?

ML: Creio que o futuro da Coloproctologia passará por quatro grandes áreas: diferenciação, colaboração, inovação e humanização.

A diferenciação é indispensável porque tratamos patologias cada vez mais complexas. A colaboração será essencial para criar redes nacionais, desenvolver investigação multicêntrica e promover uma verdadeira partilha de conhecimento.

A inovação tecnológica vai transformar profundamente a nossa prática, desde a cirurgia robótica à inteligência artificial, passando por novas técnicas diagnósticas e terapêuticas. Neste contexto, merece referência o facto de a nossa Sociedade ter criado um grupo especificamente dedicado à Inteligência Artificial, liderado pelo Prof. Miguel Mascarenhas Saraiva, investigador com reconhecido trabalho internacional nesta área.

E não podemos esquecer a humanização. Por detrás de toda a tecnologia está uma pessoa que frequentemente chega até nós com medo, dor ou constrangimento. A melhor Coloproctologia será sempre aquela que conseguir combinar excelência técnica com proximidade.

Quanto à SPCP, gostaria de a ver cada vez mais aberta aos jovens, mais ligada aos cuidados de saúde primários, mais internacional, com maior capacidade para produzir investigação nacional e, simultaneamente, mais presente junto da população.

Uma sociedade científica tem de estar preparada para antecipar a mudança, mas sem perder aquilo que justifica a sua existência: contribuir para que os profissionais sejam melhores e para que os doentes sejam melhor tratados.

Figueira da Foz é palco do XXXV Congresso Nacional de Coloproctologia

Nos dias 19 e 20 de novembro, a SPCP estará na Figueira da Foz para o 35º Congresso Nacional de Coloproctologia, “um dos mais relevantes fóruns nacionais de atualização científica em Portugal”, refere Gabriela Duque, a Presidente do Congresso. Esta edição contará com especialistas de todo o país para abordar “dois pilares essenciais da prática clínica contemporânea”: a segurança e a sustentabilidade.

Gabriela Duque, Presidente do 35º Congresso Nacional de Coloproctologia

PA: Quais serão os principais temas em destaque?

Gabriela Duque: O Congresso Nacional de Coloproctologia constitui um dos mais relevantes fóruns nacionais de atualização científica em Portugal e reunirá especialistas de todo o país na área da patologia colorretal.

O programa científico inclui conferências, mesas-redondas e simpósios dedicados a temas atuais da prática clínica, nomeadamente Doença Inflamatória do Intestino, Nutrição, Microbioma e Cirurgia Robótica. Serão igualmente revisitados temas como Urgências em Coloproctologia, Doenças Sexualmente Transmissíveis e Cancro do Reto.

Sob o tema “Sustentabilidade e Segurança em Coloproctologia”, esta reunião convida à reflexão sobre dois pilares essenciais da prática clínica contemporânea, indissociáveis de uma Medicina de qualidade.

Nos últimos anos, a Medicina tem evoluído a um ritmo particularmente acelerado. O conhecimento científico, a inovação tecnológica e a crescente especialização dos cuidados têm vindo a transformar a forma como diagnosticamos, tratamos e acompanhamos os nossos doentes. Este progresso abre novas possibilidades, mas coloca-nos também perante desafios cada vez mais exigentes.

A segurança na prática clínica, implica minimizar riscos e prevenir complicações em todas as etapas do percurso assistencial. Começa antes da intervenção, com seleção adequada do doente e a definição da estratégia terapêutica, prolongando-se na recuperação funcional. Mais do que evitar o erro, a segurança exige antecipar o risco, preparar cenários, comunicar de forma eficaz e trabalhar em equipa, numa verdadeira cultura de segurança.

A sustentabilidade, por sua vez, exige uma utilização criteriosa dos recursos, a redução de práticas de baixo valor e uma incorporação responsável da inovação, garantindo a capacidade de prestar cuidados de qualidade ao longo do tempo.

É neste ponto que sustentabilidade e segurança se encontram com outro conceito central na organização moderna dos cuidados de saúde: o Value-Based Healthcare.

Globalmente, a despesa em saúde continua a crescer a um ritmo alarmante. Contudo esse crescimento nem sempre se traduz, de forma consistente, numa melhoria de qualidade ou dos resultados em saúde.

A evolução dos cuidados de saúde é cada vez mais clara. O foco não deve estar num controlo cego da despesa, mas na criação de valor, procurando alcançar resultados clínicos relevantes para os doentes, com a utilização responsável dos recursos necessários para os obter. O objetivo é, assim, evoluir de uma abordagem predominantemente centrada no volume de cuidados prestados (Fee-for-Service) para um modelo orientado para a maximização do valor ao longo do ciclo de cuidados (Value Based Healthcare).

Neste sentido, sustentabilidade, segurança e valor não constituem objetivos independentes. São diferentes dimensões de uma mesma forma de pensar os cuidados de saúde e serão, por isso, temas transversais ao congresso.

PA: Que objetivos estão na base do congresso?

GD: O Congresso pretende promover a atualização científica sobre os mais recentes avanços na área da Coloproctologia, constituindo simultaneamente um espaço de partilha de conhecimento, discussão e aproximação entre os intervenientes.

Pretende ainda estimular uma reflexão multidisciplinar sobre a forma de prestar cuidados mais seguros e sustentáveis, orientados para resultados relevantes para o doente e para a criação de valor, conciliando inovação, qualidade assistencial e utilização responsável de recursos.

PA: E, ao nível dos cursos e workshops, o que é que os participantes vão encontrar de mais prático e inovador?

GD: O Congresso será precedido por um Curso Pré-Congresso “Hands-On” médico-cirúrgico, a realizar-se no dia 18 de novembro, dedicado à Patologia Hemorroidária, favorecendo o desenvolvimento de competências técnicas, em ambiente controlado e com supervisão especializada.

Os Cursos Pós-Graduados, sobre temas associados à patologia colorretal, constituem fonte de enriquecimento teórico-prático para médicos (internos e especialistas) e enfermeiros, suscitando um interesse crescente entre os participantes.

Os temas selecionados para o congresso deste ano são: Anuscopia de alta resolução; Leaks anastomóticos coloretais; Desafios dermatológicos em coloproctologia; Disfunção do pavimento pélvico; Enhanced Recovery After Surgery (Eras) e um curso dedicado à enfermagem em Coloproctologia.

A apresentação de Casos Clínicos, Comunicações Orais e Sessões de Vídeos, constituem sempre fonte inesgotável de debate científico, assumindo-se igualmente como um dos eixos centrais deste Congresso.

PA: Que contributos espera que resultem deste encontro e da partilha de experiências?

GD: Este congresso será, indubitavelmente, um espaço de referência para a partilha de conhecimento na área da Coloproctologia nacional. Representará, assim, um momento de particular relevância para todos os que exercem atividade nesta área. Esperamos que este encontro fomente a partilha de experiências, promova a reflexão, o debate e a troca de conhecimento, contribuindo para identificar novas perspetivas e oportunidades de melhoria.

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