Especialistas em Cirurgia Plástica - Clínica MyMoment: Nuno Fradinho, Nuno Maria e Luís Vieira

O trabalho em equipa como impulso da cirurgia plástica

Nuno Fradinho, diretor clínico da MyMoment, dá a conhecer à Perspetiva Atual a “cirurgia a quatro mãos”, um método que faz da colaboração entre cirurgiões parte integrante de cada intervenção. A par desta forma de trabalhar, os cirurgiões Nuno Maria e Luís Vieira exploram características de certas cirurgias, bem como a crescente importância atribuída à imagem pessoal.

Perspetiva Atual: Na clínica MyMoment, a equipa médica reúne diferentes especialidades e áreas de intervenção. Na hora de escolher um cirurgião, que aspetos devem pesar nessa decisão e o que pode realmente fazer a diferença entre profissionais?

Nuno Fradinho: Quem pretende submeter-se a uma intervenção, seja cirúrgica ou minimamente invasiva, deve fazer sempre o trabalho de casa e investigar o percurso e credenciação dos médicos e das clínicas.

A Clínica MyMoment tem uma filosofia de trabalho original e diferente: os nossos cirurgiões trabalham em equipa, analisam e operam em conjunto, com níveis de diferenciação semelhantes – daí o nosso lema de “cirurgia a quatro mãos”. A experiência acumulada, e a riqueza que resulta de dois ou mais cirurgiões seniores refletirem e operarem cada caso, é muito superior à clássica postura do cirurgião sozinho que tem ajudantes menos diferenciados. O processo de decisão do cirurgião na MyMoment não é, portanto, tão determinante porque vão trabalhar em equipa, apesar de terem gostos e áreas de dedicação diferentes.

Nuno Fradinho, Cirurgião Plástico e Diretor Clínico da
Clínica MyMoment; Nuno Maria, Cirurgião Plástico

PA: O Dr. Nuno Fradinho dedica-se muito à cirurgia da face, em que a aparência e os resultados são determinantes por ser uma área exposta. Que desafios particulares coloca este tipo de cirurgia?

NF: A face é, de facto, desafiante porque a própria aparência se reveste de função. A função da face é, de facto, parecer, porque é um veículo de transmissão de uma mensagem de bem ou de mal estar, de segurança ou ameaça, de saúde e de doença. Ou seja, tem uma função com dimensões pessoais (a transmissão de emoções e sentimentos), e sociais (a forma como os outros elementos da sociedade nos leem), daí os resultados terem de respeitar princípios estéticos e de naturalidade muito estritos. Tem de haver uma harmonia entre os traços faciais e as várias estruturas anatómicas que compõem a face e o pescoço, respeitando os limites da idade, da anatomia, da etnia, dos próprios tecidos, para que o resultado seja visível e sentido pela pessoa, mas que não seja nem exagerado, nem falso. Ethical Aesthetics (o nosso guia) é exatamente isso: nem mais nem menos, o procedimento certo, a atitude certa, no paciente certo.

“A Clínica MyMoment tem uma filosofia de trabalho original e diferente: os nossos cirurgiões trabalham em equipa, analisam e operam em conjunto, com níveis de diferenciação semelhantes”

PA: Por outro lado, o Dr. Nuno Maria tem um currículo particular em cirurgia da mama e do contorno corporal, tanto do ponto de vista estético como reconstrutivo. Quando se procura uma intervenção deste género, que aspetos devem ser avaliados para garantir que a segurança está sempre em primeiro lugar?

Nuno Maria: Antes de tudo, os pacientes têm de ter em conta de que num procedimento cirúrgico, seja qual for, o nível de confiança no cirurgião deve ser máximo, e que precisam de fazer o trabalho de casa. Muitas destas intervenções na nossa clínica, são cirurgias combinadas, ou seja, cirurgias que corrigem várias alterações que decorrem da gravidez e pós-parto, da menopausa, de perda de peso – que envolvem, no mesmo tempo operatório, cirurgia da mama (ou da região peitoral, no caso dos homens), do abdómen, da adiposidade localizada dos flancos e coxas, ou dos braços. São cirurgias maiores, que devem ser efetuadas em condições de segurança máxima, com equipes experientes, sensatas e que assegurem um período de pós-operatório muito próximo. É isto que tentamos assegurar, respondendo às exigências de todas as pessoas que procuram uma clínica séria, experiente, multidisciplinar, com profissionais devidamente credenciados.

PA: Já o Dr. Luís Vieira trabalha em áreas como a reconstrução mamária, o contorno corporal e a microcirurgia. São diferentes formas de intervir, mas todas exigem uma resposta muito individualizada. O que determina, em cada caso, a abordagem a seguir?

Luís Vieira: Pela diversidade anatómica e a diversidade dos objetivos de cada paciente, a cirurgia plástica reconstrutiva e estética exige sempre a individualização das terapêuticas a cada situação clínica.

Na área da reconstrução mamária, este facto é ainda mais relevante, pois muitas das vezes se lidam com questões complexas, associadas às terapêuticas adjuvantes como, por exemplo, a radioterapia. Em muitos casos de reconstrução mamária é possível preservar a mama e, assim, reorganizar o tecido saudável para proporcionar um bom resultado estético. Tendo em conta que o tumor pode ter inúmeras localizações em cada paciente, a individualização do tratamento é fulcral. Já nos casos em que não é possível preservar a mama e há indicação para mastectomia, a individualização exprime-se por aconselhar e executar a reconstrução que melhor serve a doente, seja com implantes ou com tecidos do seu próprio corpo.

Em relação ao contorno corporal, este é um conjunto de cirurgias indicado, por exemplo, após a perda massiva de peso ou a maternidade. Nestas cirurgias procuramos tratar as sequelas destas perdas de peso, sendo que em cada paciente estas sequelas são muito diversas, nomeadamente na localização dos problemas (braços, mama, abdómen, coxas, glúteos,…), nas prioridades de cada paciente e, também nos objetivos de cada paciente. Tomando como exemplo a cirurgia da mama, a entrevista com a paciente é muito importante para individualizamos a estratégica cirúrgica – com implante, sem implante, que tipo de implante, que cicatrizes, etc…

Luís Vieira, Cirurgião Plástico

“A experiência acumulada, e a riqueza que resulta de dois ou mais cirurgiões seniores refletirem e operarem cada caso, é muito superior à clássica postura do cirurgião sozinho que tem ajudantes menos diferenciados”

PA: Procuram estes procedimentos sobretudo pessoas que nunca recorreram a procedimentos estéticos ou pessoas que recorreram no passado e correu mal ou não gostaram do resultado?

NF: Se é verdade que a maioria dos nossos pacientes que nos chega é por referenciação direta de outros que já foram intervencionados, e nunca fizeram procedimentos, também temos recebido cada vez mais pacientes para procedimentos secundários, de revisão. São casos desafiantes, porque os tecidos já têm limitações impostas por cicatrizes, fibroses, complicações, e em que temos de gerir muito bem as expectativas do paciente a adequá-las à realidade do possível. Se, por vezes, parece que fazemos pequenos “milagres”, tal nem sempre é possível, principalmente em casos secundários. Mas, se houver margem de melhoria, temos de a explorar e maximizar os resultados. Estes são, muitas vezes, pacientes com os quais temos uma recompensa “intrínseca” muito forte, e em que se criam laços próximos porque chegam em situações de maior fragilidade ou agitação, e percebem que os obstáculos se ultrapassam em conjunto – a nossa equipa com o paciente e, muitas vezes, a sua família.

PA: É verdade que houve um aumento na procura por procedimentos estéticos depois da pandemia? Se sim, por que motivos? E quais são os mais requisitados?

NF: A procura tem crescido continuamente desde antes da pandemia, mas teve um pico nesse período, claramente. Existem várias razões que podem estar por trás desse fenómeno, os principais relacionados com a acentuação da face como “cartão de vista” de cada pessoa, em reuniões em formato digital, no teletrabalho e, também, com o crescimento das redes sociais e as suas interações em formato de fotografia e vídeos (com tudo o que positivo e de negativo daí advém). Fora do pico, contudo, pensamos que se deve a uma nova procura de envelhecer bem – se repararmos na aparência e atitude da maioria das pessoas com 40, 50, e 60 ou mais anos há duas ou três décadas com as de agora, são completamente opostas – mais enérgicas, mais ativas, com uma aparência mais jovem. Esta mudança demorou mais a chegar a Portugal do que, por exemplo, a Espanha mas, salvo os exageros, ainda bem que chegou!

Os procedimentos pouco invasivos mais procurados são a infiltração de toxina botulínica, os preenchimentos com ácido hialurónico e a bioestimulação (tanto com radiofrequência por microagulhamento como por bioestimuladores líquidos). Nas cirurgias, notou-se um grande aumento nas cirurgias da face como a blefaroplastia (cirurgias das pálpebras), nos facelifts e nos preenchimentos com enxerto adiposo (gordura do próprio paciente).

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