As duas licenciaturas únicas do Politécnico da Guarda

A única licenciatura em Engenharia Topográfica que existe em Portugal é lecionada na Guarda: não há recém-licenciados que cheguem para tanta procura do mercado. Também a licenciatura em Ciência de Dados e Inteligência Artificial é única no país, já que a estas duas áreas junta formação específica em tecnologia Blockchain.

No Instituto Politécnico da Guarda – IPG a Escola Superior de Tecnologia e Gestão tem duas licenciaturas únicas em todo o ensino superior português. Distinguem-se por proporcionarem formações curriculares que nenhum outro politécnico ou universidade oferecem – e por uma procura intensa dos seus estudantes por parte de empregadores.

Como Engenharia Topográfica é o único curso do país nesta área, centraliza a procura destes graduados por parte de empresas de engenharia, construtoras e autarquias, chegando constantemente ao IPG pedidos de contactos de alunos para lhes fazerem propostas de trabalho. Em 2023 têm sido os gabinetes de engenharia e empresas envolvidas nas obras de expansão dos metropolitanos de Lisboa e do Porto a contactarem o responsável do curso para saberem se há estudantes disponíveis para receberem convites de emprego.

Já Ciência de Dados e Inteligência Artificial é uma licenciatura que, juntando duas áreas que, para além da Guarda, só se encontram emparceiradas na Universidade do Porto, acrescenta também formação específica em tecnologia Blockchain, o que fornece aos seus estudantes competências na área da segurança informática que têm enorme procura no mercado.

100% de empregabilidade

“Os Engenheiros Topográficos são especialistas em tecnologias geoespaciais, como a deteção remota por satélites e drones, em sistemas de informação geográfica e em sistemas de posicionamento global, lidando com dados que têm a componente de localização associada, dados geoespaciais”, afirma André Sá, professor e investigador do Politécnico da Guarda e coordenador do curso. “A Engenharia Topográfica é fundamental para o planeamento, o ordenamento e a gestão do território, tanto ao nível do ambiente, como da segurança, das infraestruturas e da administração pública: é fundamental para o planeamento e gestão de serviços localizados em setores como a água, a energia, as telecomunicações ou setores emergentes de serviços baseados na localização móvel”.

No caso de obras de expansão – tais como a construção de metropolitanos, pontes, aeroportos, rodovias ou vias férreas – os engenheiros topográficos são essenciais em toda a vida útil da obra: na fase do projeto, na implantação, no acompanhamento e posterior monitorização. A Engenharia Topográfica é também essencial no desenvolvimento das cidades e dos transportes inteligentes, nos quais cada vez mais dispositivos têm integrados sistemas e sensores de localização e posicionamento. A automação tem vindo a acelerar estas necessidades.

Outra área que, a partir dos incêndios de 2017, ganhou destaque e fez aumentar a procura de engenheiros topográficos, tem sido a necessidade dos proprietários de terrenos em todo o país fornecerem dados cadastrais ao Balcão Único Predial (BUPI). Muitas câmaras municipais, e a própria Direção-Geral do Território, procuram quadros nesta área.

“Quase todas as semanas somos contactados por empresas, principalmente ligadas às áreas das engenharias, à procura de recém-licenciados ou pedindo contactos de ex-alunos para darem resposta ao volume de trabalho que lhes é solicitado”, afirma André Sá. “Existe uma elevada carência de formandos nestas áreas técnicas e científicas. A empregabilidade é de 100%!”, conclui o docente.

Segurança informática

A licenciatura em Ciência de Dados e Inteligência Artificial no Politécnico da Guarda prevê a conceção de planos para a recolha de dados, e a sua otimização através da inteligência artificial, em unidades curriculares como Robótica Inteligente, Engenharia de Software ou Programação para a Ciência de Dados.

“A grande mais-valia deste curso, e o que o torna único a nível nacional, é integrar formação específica em tecnologia Blockchain, dotando os nossos estudantes de competências em segurança informática que são procuradíssimas pelas empresas tecnológicas que trabalham nas áreas da ciência de dados e da inteligência artificial”, afirma Cecília Rosa, docente e investigadora do Politécnico da Guarda, uma das coordenadoras do curso.

O outro coordenador, Paulo Vieira, aponta a orientação curricular para o desenho de sistemas de aquisição de dados com funções que lhes dão utilização e interesse empresarial. “Quem vier estudar para a Guarda ficará totalmente preparado para a criação de serviços cada vez mais especializados com a parametrização de algoritmos, ajudando as empresas na tomada de decisões de gestão”, afirma o investigador e docente do IPG.

Uma das vantagens da licenciatura é o funcionamento dentro do Politécnico da Guarda do primeiro Laboratório Colaborativo em Logística Inteligente português, o CoLAB LogIN. Formado em parceria com empresas nacionais e multinacionais do setor, o CoLAB LogIN é um dos cenários em que os estudantes deste curso trabalham com dados relacionados com o setor da logística e transporte e desenvolvem novas soluções para a digitalização dos corredores logísticos.

Seja na unidade de “Deep Learning”, uma forma de inteligência artificial que mimetiza em computadores os processos cerebrais com recurso a múltiplos algoritmos, sejam na reciclagem de dados para dar respostas a novos pedidos de clientes empresariais, ou a utilização de dados na robótica, os estudantes desta licenciatura têm acesso no Politécnico da Guarda a uma das formações mais inovadoras e com maior potencial de emprego que há no país.


Aprender Gestão do Turismo e da Hospitalidade com empresas líderes

“Este curso tem a vantagem de aproximar os estudantes dos líderes de mercado onde poderão trabalhar no final da licenciatura”

A nova licenciatura em Gestão do Turismo e da Hospitalidade do Instituto Politécnico da Guarda – IPG, que arranca no próximo ano letivo 2023-2024, vai ter uma forte componente prática, laboratorial e de ensino em ambiente real de trabalho com as mais atualizadas ferramentas tecnológicas da indústria do turismo e hospitalidade. O plano curricular conta com o envolvimento de várias empresas parceiras líderes do mercado – como a Newhotel, a Galileo, a EGDS ou a Climber – conferindo aos seus estudantes vantagens competitivas no mercado de trabalho.

“Para além de elevado nível de empregabilidade, este curso tem a vantagem de aproximar os estudantes das empresas onde poderão trabalhar”, afirma Ricardo Guerra, subdiretor da Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH). “Os alunos que escolherem estudar na ESTH vão encontrar um ambiente em que se respira turismo, em que se trabalha regularmente com empresas, autarquias e organismos da região. Nessa experiência de ensino-trabalho são utilizadas as mais avançadas ferramentas tecnológicas de gestão do turismo e hotelaria”.

Com um plano de estudos muito inovador e adaptado às necessidades do setor turístico, este curso capacita os futuros gestores para responderem com eficácia às exigências que a evolução tecnológica e a transição verde está a colocar às empresas do “cluster” turístico.

A ESTH disponibiliza aos seus estudantes vários laboratórios que permitem simular e resolver desafios em ambiente real de trabalho. O quarto de hotel, o auditório de gastronomia, o restaurante de aplicação, a agência de viagens e a sala de enologia e bebidas são alguns dos laboratórios em funcionamento.


Técnicos de Educação Social Gerontológica para as IPSS e Segurança Social

O acelerado ritmo de envelhecimento da população portuguesa e a falta de profissionais para apoiar a população idosa na Região Centro levaram a Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Politécnico da Guarda a lançar um novo curso em Educação Social Gerontológica. O objetivo é capacitar técnicos para atuarem na área psicossocial e promoverem o bem-estar das pessoas idosas e das suas famílias. 

O novo curso surge para dar resposta às necessidades das instituições particulares de solidariedade social da região, pelo que existirá uma rápida integração no mercado de trabalho. “Foram as Instituições Particulares de Solidariedade Social – IPSS e a Segurança Social da Guarda que revelaram a necessidade de formar mais especialistas capazes de criar programas que permitam melhorar a integração social da população sénior e de grupos em situação de fragilidade financeira, física ou psíquica”, afirma Florbela Rodrigues, diretora do novo curso.

A licenciatura tem a duração de três anos e o último semestre terá uma grande vertente prática, concretizada através da realização por cada aluno de um estágio curricular em IPSS, centros de dia, serviços comunitários das autarquias ou associações que apoiem o envelhecimento na comunidade. Os formandos deste novo curso terão a oportunidade de estudar num ambiente multidisciplinar em que partilham as instalações com os estudantes das áreas de Educação, Comunicação e Desporto.

O IPG tem desenvolvido vários projetos de investigação e iniciativas para promover a qualidade de vida da população idosa. Em 2022 passou a acolher a sede do Observatório Nacional do Envelhecimento na Região Centro.


Integrar ensino e mercado é prioridade do IPG

Joaquim Brigas, Presidente do IPG

Desde 2018 a liderar o Politécnico da Guarda, Joaquim Brigas (na foto) tem assumido a missão de multiplicar nas quatro escolas do IPG as oportunidades de integrar o ensino, a investigação, o estudo e a aprendizagem com o mercado de trabalho.

“O nosso ensino está focado em cultivar uma permanente abertura ao exterior, cultivando parcerias com empresas, com unidades de saúde, com escolas, com autarquias, com IPSS, com clubes desportivos, com órgãos comunicação”, afirma Joaquim Brigas. “É por essa razão que estamos a colocar tanta ênfase na investigação para a inovação e, em paralelo – e em parceria com câmaras municipais –, para o empreendedorismo”.

O IPG está a criar uma incubadora de base científica e tecnológica, desnuclearizada, para já em cinco municípios da região da Guarda.

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