90 anos de uma oferta de qualidade educativa inclusiva e bilingue Português-Inglês
Queen Elizabeth’s School (novembro de 1935 a 2025) – Fundação Denise Lester (fevereiro de 1965 a 2025)
“Time and time again, I have looked up to see the star and asked God’s Assistance for my worries and thanked Him for His graces” – Margaret Eillen Denise Lester, O.B.E.
A Queen Elizabeth’s School é uma escola com 90 anos de existência, que ministra o ensino bilingue da língua portuguesa e inglesa, desde a Creche até ao 1.º Ciclo do Ensino Básico. A sua ação educativa centra-se nos princípios de uma formação humanista cristã, holística e inclusiva, adaptada à realidade de cada criança. O seu projeto educativo visa o desenvolvimento integral, realização pessoal e aproveitamento escolar dos alunos num ambiente acolhedor, seguro e dinamizador de aprendizagens.

A fundadora Margaret Denise Eillen Lester, O.B.E., súbdita britânica, criou no dia 3 de novembro de 1935 a Queen Elizabeth’s School (Q.E.S.) como uma Escola bilingue para crianças portuguesas e nativas da língua inglesa ou de outras nacionalidades que tenham residência permanente em Portugal.
Os ideais que Denise Lester preconizou prendem-se com a promoção de uma educação bilingue desde tenra idade, de forma a que os alunos estudem estas duas línguas, assim como sejam introduzidos à Cultura e História de Portugal e do Reino Unido, de uma forma natural em ambiente escolar.
Faz parte da cultura de escola da Queen Elizabeth’s School a preservação dos laços históricos e culturais entre estes dois países, constituindo esta escola um elo na aliança diplomática mais antiga do mundo, com mais de 650 anos.
A Fundadora da Q.E.S. pretendia que as celebrações culturais do Reino Unido não se perdessem, nomeadamente a celebração do Halloween (comemoração anual anglófona que tem origem nas tradições celtas), Guy Fawkes, Remembrance Day e participação dos alunos finalistas no Remembrance Sunday Service na Igreja Anglicana de St George’s (à Estrela), os Christmas Carols Concerts na quadra natalícia, a apresentação do Nativity Play escrito pela Fundadora, a alusão ao dia de St. George’s, o Sports Day, a realização da despedida do 4.º ano com a entrega dos diplomas de final de ano, a apresentação de uma peça em Inglês no final do 4.º ano e a viagem de finalistas ao Reino Unido.
Desde o ano letivo de 2013/2014, esta escola segue um modelo integrado de ensino bilingue, em todas as valências, recorrendo a uma metodologia aplicada em alguns países da União Europeia no domínio da Aprendizagem Integrada de Línguas e Conteúdos, denominada Content Language Integrated Learning (CLIL). Além das orientações pedagógicas recomendadas para a valência da Creche, segue também as orientações curriculares do Jardim de Infância e o currículo oficial do 1.º Ciclo do Ensino Básico Português, sendo lecionadas as disciplinas da Cambridge Primary Programme: Cambridge Primary English as a Second Language, Mathematics, Science e Digital Literacy. A dimensão internacional da Queen Elizabeth’s School é patente enquanto Cambridge International School e Cambridge Primary School da Cambridge Assessment International Education e como centro de exames da Cambridge English.
“A escola valoriza educação para os valores e cidadania ativa, promovendo a dignidade humana da
pessoa, os direitos das crianças, a solidariedade, a paz e voluntariado”
Na Educação Pré-Escolar e Creche é adotado um modelo de imersão parcial no ensino do Inglês, sendo as expressões dramática e musical usadas como instrumentos de excelência na aprendizagem precoce do Inglês como segunda língua. Além dos Clubes de Inglês e do Clube de Férias em julho (programa praia/campo), a instituição proporciona aos alunos, como atividades extra, aulas de piano e canto, neste caso em particular quando tal é solicitado pelos encarregados de educação, e várias modalidades desportivas, designadamente: ténis, futebol, karaté, natação, patinagem e ballet (método da Royal Academy of Dance). Os alunos que frequentam as aulas de piano podem realizar um exame de Música, adequado às suas faixas etárias, que vai do nível preparatório até ao nível 2 da Associated Board of the Royal Schools of Music, líder mundial na área de avaliações e exames de Música de quatro dos mais prestigiados conservatórios do Reino Unido: Royal Academy of Music e Royal College of Music, ambos em Londres; Royal Northern College of Music, em Manchester, e Royal Scottish Academy of Music and Drama, em Glasgow.
A Escola é ainda Centro de Exames da Cambridge English, preparando os alunos para a realização dos Young Learners English Tests (Pre A1 Starters, A1 Movers e A2 Flyers), B1 Preliminary for Schools, B2 First for Schools, C1 Advanced e C2 Proficiency; também é Centro de Exames do Trinity College London – Trinity Stars Young Performers in English Award.
Os níveis acima do Flyers destinam-se aos antigos alunos que frequentam os Clubes de Inglês, em horário extra letivo. Nesta instituição é dada especial relevância tanto à educação para os valores, como ao exercício de uma cidadania ativa, que prepare as crianças para a riqueza da diversidade cultural e religiosa. Além disso, fomenta-se a promoção da dignidade da pessoa humana e dos seus direitos, em especial os das crianças, o apelo à solidariedade social, à paz, ao voluntariado na construção de um mundo melhor e mais fraterno.
Assim, a convivência das crianças com outras culturas e religiões é fundamental porque se alargam horizontes e novas experiências que as ajudam a compreender melhor o que se passa no mundo decorrente da globalização da economia, do aumento da imigração, das políticas protecionistas de comércio internacional, dos focos de tensão e dos conflitos armados a nível mundial. Certamente, a Educação Moral Religiosa e Católica é intrínseca à formação de carácter que acompanha o crescimento das crianças. Os alunos são preparados para receberem os sacramentos da iniciação cristã pelo Reverendo Prior da Paróquia de S. João de Brito, Padre João Valente.
Apesar de a Queen Elizabeth’s School se identificar como uma escola católica, reconhece e valoriza outras confissões religiosas como fonte de crescimento interior e de diálogo ecuménico e inter-religioso de importância primordial para que possa haver Paz no Mundo.

Esta Escola valoriza a educação artística e tecnológica enquanto forma de expressão da liberdade de pensamento e criatividade dos alunos na era digital. A Q.E.S. tem vindo a participar em parcerias no âmbito de programas de intercâmbio educativo e cultural, a nível internacional e nacional, tendo coordenado duas parcerias multilaterais entre escolas europeias no programa setorial COMENIUS.
Os seus 90 anos ao serviço da educação têm sido reconhecidos nos bons resultados escolares alcançados pelos alunos quer a nível do Currículo Nacional Português, quer a nível dos resultados obtidos em Exames e Projetos Internacionais, o que é motivo de regozijo para toda a comunidade educativa.
O Mural Expressão da Liberdade/The Expression of Freedom foi premiado na competição Young European Heritage Makers 2024-2025, na categoria dos 6 aos 11 anos, uma iniciativa pan-europeia promovida pelo Conselho da Europa e Comissão Europeia, inserida no programa das Jornadas Europeias do Património. O mural é composto por 260 azulejos tradicionais portugueses (14 por 14 cm), fornecidos pela Aleluia Cerâmicas, Aveiro. Os azulejos foram pintados à mão por 39 alunos do 3.º ano (E3/Q3), do 1.º Ciclo do Ensino Básico da Queen Elizabeth’s School, de Lisboa, no ano letivo de 2023-2024, no Museu Nacional do Azulejo, onde o painel ficou exposto desde 17 de dezembro até ao final de julho.
A iniciativa e coordenação do projeto foi do Arquivo Material e Imaterial da Comenda, na pessoa do Senhor Doutor Ricardo Branco Flores, encarregado de educação nessa altura de dois alunos da nossa escola e inserida no programa das Comemorações do 25 de abril de 1974, que contou com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, tendo o mural sido inaugurado no Museu Guy Fino em Portalegre, no dia 31 de agosto de 2024, durante os III de Cultura do Alto Alentejo 20/30.
“As linhas foram dar um passeio e pousaram num papel em branco…” Os alunos tomaram-nas, transformaram-nas, assumindo o que de abstrato delas surgiu. Umas são retas, outras curvas, quebradas ou mistas, formando um vitral, colorindo-o com cores primárias e secundárias. O passo seguinte foi tomar a abstração como realidade. Com Liberdade de Expressão, os alunos foram desafiados à criação de formas que definiram os pássaros. Utilizando a técnica de transferência do desenho para o azulejo, cada aluno construiu o seu próprio e único pássaro, de acordo com a sua imaginação. Agora já sabem como o sonho se tornou realidade, segundo Ana Maria Nunes, Professora de Educação Artística dos alunos premiados da Queen Elizabeth’s School (fazendo parte da Direção) e autores dos pássaros pintados nos azulejos do mural da Expressão da Liberdade, em duas sessões que decorreram em dois fins de semana, em que foram acompanhados pelos pais e professores no Museu do Azulejo, conforme pode ser visto no filme realizado pelo Queen Elizabeth’s School e que pode ser visualizado no seguinte link…
Este painel coletivo de azulejos visa sensibilizar as gerações mais novas para a importância da preservação do património cultural, explorando a criatividade artística como uma forma de Liberdade de Expressão e como um Direito Fundamental de importância primordial num Estado de Direito Democrático. Este trabalho foi realizado por crianças portuguesas e também de outras nacionalidades, alunas do 3.º ano de escolaridade da Queen Elizabeth’s School, no ano letivo de 2023-2024, expressando por isso a riqueza da diversidade cultural, como um meio para descobrir Rotas, Redes e Conexões, que estão na origem da história e identidade cultural comum de uma Europa que se pretende unida na proteção de um património material e imaterial da humanidade que promova a paz, o respeito pela dignidade humana, a liberdade religiosa, de pensamento, de expressão, a salvaguarda da democracia, do pluralismo, da proteção das minorias, a cidadania ativa e um compromisso sério com a sociedade civil.
Ao longo da História de Portugal, somos contemplados com painéis deslumbrantes de azulejos com vários padrões decorativos, que fazem alusão a costumes, motivos históricos, religiosos e paisagens do nosso país, datando da herança recebida dos tempos dos mouros. Desde o século XV em Portugal, os azulejos foram utilizados como meio de expressão de tradições culturais e do modo de vida português, através da apresentação de diversos padrões decorativos consoante a época figurada. Até hoje o azulejo português continua a impressionar com a sua beleza intemporal e fusão de influências diversas, especialmente do tempo dos descobrimentos portugueses e expedições marítimas.
O projeto educativo da Queen Elizabeth’s School pretende dar continuidade à visão, espírito altruísta e empreendedor que sempre caracterizou a sua fundadora Denise Lester, muito voltada para a formação pessoal e cívica dos alunos.
| A Fundadora Denise Lester – Breve Biografia – QES – Queen Elizabeth’s School https://qes.pt/a-fundacao/a-fundadora/ |

