Penso inteligente do IPG vai controlar as feridas crónicas

“Smartwound” é um penso inteligente pensado para controlar o tratamento de feridas crónicas. Foi desenvolvido por docentes e alunos das escolas superiores de Saúde e de Tecnologia e Gestão do IPG e venceu a etapa regional do Poliempreende.

O Instituto Politécnico da Guarda – IPG desenvolveu um penso inteligente com o objetivo de controlar o tratamento de feridas crónicas em ambiente hospitalar. O projeto “Smartwound” – que venceu a fase regional da 18a edição do concurso de empreendedorismo Poliempreende financiado pelo Link Me Up – pretende facilitar o trabalho dos profissionais de saúde e garantir aos utentes um tratamento mais cuidado e controlado.

Este penso está equipado com um biomarcador que permite detetar as variações de pH no leito da ferida através da mudança de cor. Assim, quando existe a presença de exsudado e/ou microrganismos, característico do processo inflamatório/infecioso, o valor de pH altera e o penso muda de cor, alertando assim os profissionais de saúde para a necessidade de substituir o dispositivo.

Este dispositivo médico visa combater a “problemática associada ao tratamento de feridas crónicas em unidades hospitalares e à dificuldade de saber o momento certo para substituir os pensos dos pacientes”, afirma Teresa Paiva, professora no IPG e coordenadora do projeto. “É uma ideia simples, mas muito inovadora e eficaz. É o exemplo de como podemos transformar investigação em inovação, através de produtos e serviços com valor prático para a sociedade”.

Para além das vantagens que este novo penso proporcionará aos doentes e aos profissionais de saúde, a participação no concurso Poliempreende é também benéfica para os alunos. “Iniciativas como esta incentivam a criação de novas ideias e impulsionam o espírito crítico dos nossos estudantes, atributos que são cada vez mais valorizados no mercado de trabalho”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG. “O IPG tem participado, ano após ano, no Poliempreende devido ao empenho dos docentes e dos mentores empresários da região, que conhecem bem as necessidades do mercado”.

O projeto foi pensado e concretizado pelos estudantes do IPG Ana Nunes, Catarina Dias e Guilherme Alves e pelas professoras Carla Castro e Sónia Miguel. “Houve a preocupação de reunir uma equipa multidisciplinar para desenvolver o penso inteligente. Fazem parte do projeto alunos das licenciaturas de Biotecnologia Medicinal e de Engenharia Informática, com conhecimentos bastante distintos, mas que se complementaram muito bem”, afirma Carla Castro, uma das professoras que integra o Smartwound.

No ano passado, o projeto “Space Food Ideation” – desenvolvido por estudantes em parceria com as associações Inovcluster e Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar (CATAA) – o qual pretende melhorar a qualidade das refeições no Espaço, venceu o concurso nacional de inovação do Link Me Up.

Nova licenciatura em Gestão do Turismo e da Hospitalidade

Novo curso da Escola Superior de Turismo e Hotelaria do IPG, em Seia, permite aos alunos estagiar em empresas e cadeias hoteleiras nacionais e internacionais.

O Politécnico da Guarda lançou uma nova licenciatura em “Gestão do Turismo e da Hospitalidade” para responder aos desafios que a aceleração da digitalização coloca aos setores da indústria turística. O curso alia a gestão e a tecnologia ao turismo e pretende qualificar profissionais capazes de inovar aquele que é um dos setores cruciais da economia portuguesa.

“A nova licenciatura resulta da nossa estratégia de desenvolvimento do território e de crescimento do Politécnico da Guarda, que passa, naturalmente, pela atualização da oferta curricular e o lançamento de novos cursos”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG. “A formação em ‘Gestão do Turismo e da Hospitalidade’ irá capacitar quadros para responderem às exigências que a transformação digital e a transição verde colocam às empresas e organizações do setor do turismo”.

O curso vai ter início no próximo ano letivo na Escola Superior de Turismo e Hotelaria do IPG, em Seia, e terá a duração de três anos. Dará conhecimentos aos estudantes em áreas como Análise e Tratamento de Dados; Mercados e Internacionalização em Turismo; Marketing Digital; Hotelaria e Restauração; e Economia e Política do Turismo. O IPG irá apoiar o futuro profissional dos estudantes através do Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais e da StartUP Guarda, assegurando estágios em organizações turísticas e cadeias hoteleiras nacionais e internacionais, e também o acesso a recursos para a criação dos seus próprios negócios.

O Politécnico da Guarda tem estado atento às tendências do setor do turismo e a acompanhar a transição digital. Recentemente, o Instituto desenvolveu “Taste Food Experience” – uma aplicação móvel que promove o turismo gastronómico na região das Beiras e Serra da Estrela – que ganhou o primeiro prémio do concurso de empreendedorismo turístico da Turismo Centro de Portugal.

Fortinet, Securnet e Noesis instaladas no Politécnico da Guarda

Este ano, o Politécnico da Guarda acordou a instalação de três empresas de referência na área das Tecnologias de Informação no IPG: a Fortinet, a Securnet e a Noesis.

As parcerias estabelecidas irão permitir aos estudantes formados em Engenharia Informática, em Mecânica e Informática Industrial e em Ciência de Dados e Inteligência Artificial terem uma maior proximidade com tecnológicas com larga experiência no mercado, nomeadamente através de estágios e formações. A Fortinet é uma multinacional norte-americana do setor da cibersegurança, com sede na Califórnia, que escolheu em maio o IPG para começar a formar quadros de empresas portuguesas, técnicos da Administração Pública e municipal e, também, estudantes do próprio Instituto, aprofundando as suas competências informáticas e preparando-os para prevenir e para lidar com eventuais ciberataques.

Em março a consultora portuguesa Noesis instalou os seus escritórios no IPG. A tecnológica vai recrutar recém formados no IPG e realizar ações conjuntas de inovação e modernização administrativa. Também a Securnet escolheu a Guarda para se instalar, a empresa de cibersegurança especializada em serviços avançados de consultoria, integração e manutenção irá criar um Centro de Competências no IPG.

“Apostamos muito na relação com as empresas”

Joaquim Brigas, Presidente do Politécnico da Guarda

As parcerias com o tecido económico, instituições sociais e autarquias são a marca da atual liderança do Instituto Politécnico da Guarda.

Qual é o papel da investigação produzida no IPG para o desenvolvimento do território?

A investigação produzida pelos estudantes, docentes e investigadores do IPG contribui para o aumento da competitividade das empresas da região, bem como para a sua capacidade de inovar. Apostamos muito numa estreita relação com o tecido empresarial. É essa aposta que tem permitido aos nossos docentes e investigadores anteciparem e identificarem os problemas reais que as empresas irão enfrentar e apresentam-lhes as soluções, ajudando-as a crescer economicamente e a aumentarem a qualidade dos seus bens e serviços.

Como é que o IPG conseguiu ficar com a sede da região Centro do Observatório Nacional do Envelhecimento?

Foi o reconhecimento do trabalho que temos feito na área do envelhecimento, quer a nível académico, quer ao nível do trabalho com instituições sociais de saúde, argumentos que fizemos valer junto do coordenador do Observatório Nacional do Envelhecimento, Nuno Marques, e da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. Atendendo a que o polo da Região Sul está sediado na Universidade Nova de Lisboa, e o da Região Norte na Universidade do Porto, a escolha do Politécnico da Guarda para instalar o polo da Região Centro resulta claramente da nossa afirmação pedagógica e científica, enquanto instituição de referência para enfrentar os problemas sociais e de saúde com que a população mais velha se irá deparar no futuro.

E a montagem de um Laboratório Colaborativo em Logística na Guarda, como surgiu?
A instalação do primeiro Porto Seco do país na Guarda motivou-nos, não só a lançar novas formações na área da Logística, como a apresentar a candidatura para o Laboratório Colaborativo em Logística – CoLAB LogIN. O projeto é fruto de uma parceria com empresas e instituições públicas e privadas da área da logística e tecnologia, juntando o know-how empresarial do setor com a academia para estudar e investigar os fluxos logísticos da região, do país e da
Europa. O IPG lidera o CoLAB LogIN, o qual obteve financiamento de 1,3 milhões de euros da Fundação para a Ciência e Tecnologia para produzir novos processos e modelos para o setor.

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