Ensino “transformador” valorizado por quem escolhe a ESEUC e a ela quer um dia regressar

Impacto da formação no desenvolvimento de competências clínicas, científicas e relacionais é reconhecido nos testemunhos de antigos e atuais estudantes que escolheram realizar o percurso académico na ESEUC, num ou em vários ciclos de estudos: licenciatura, mestrado e doutoramento.

A Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC) afirma-se como uma referência nacional e internacional na formação avançada, inovação e investigação em Enfermagem. Da prática clínica à investigação, da intervenção comunitária à inovação tecnológica em saúde, a Escola tem vindo a consolidar um percurso distinto na formação de enfermeiros capazes de responder, de forma crítica, autónoma e inovadora, aos desafios complexos dos sistemas de saúde contemporâneos.

Ao longo das últimas décadas, a ESEUC tem formado enfermeiros altamente diferenciados, aliando rigor científico, inovação pedagógica, internacionalização e compromisso humanista. O percurso de antigos e atuais estudantes evidencia o impacto da instituição na construção de carreiras de relevo nas áreas dos cuidados de saúde, liderança, investigação, gestão e responsabilidade social.

Vanessa Anjos, enfermeira licenciada há 20 anos pela ESEUC, onde também concluiu o mestrado e, atualmente, é doutoranda, descreve o seu percurso formativo como “uma jornada de transformação profunda”, marcada por “um crescimento contínuo, tanto no plano pessoal como no profissional”.

Segundo a enfermeira, a licenciatura proporcionou-lhe “os alicerces: o rigor técnico e a sensibilidade humana fundamentais ao cuidar”, enquanto o mestrado e a especialização em Enfermagem Médico-Cirúrgica permitiram aprofundar competências de pensamento crítico, liderança e investigação.

Foi precisamente durante este ciclo que Vanessa Anjos desenvolveu investigação centrada nos cuidadores da pessoa com ostomia respiratória, trabalho que deu origem a um projeto de melhoria da qualidade dos cuidados e à criação da Consulta de Enfermagem de Ostomizados Respiratórios no Serviço de Otorrinolaringologia da Unidade Local de Saúde de Coimbra.

“Ver a ciência traduzir-se em ganhos diretos de saúde para as pessoas de quem cuido foi o momento mais marcante do meu percurso”, sublinha.

Agora no segundo ano de doutoramento, Vanessa Anjos destaca “o valor diferenciador da Escola no suporte ao desenvolvimento de competências de investigação”.

Também Francisco Ferraz, antigo presidente da European Nursing Student Association (ENSA), realça o papel determinante da ESEUC no seu percurso académico, profissional e pessoal.

Para o ex-estudante, a diversidade dos ensinos clínicos, em diferentes contextos de cuidados – hospitalares e comunitários, desde cuidados intensivos pediátricos a hospitalização domiciliária – permitiu-lhe construir “uma formação prática clínica sólida, exigente e muito próxima da realidade dos cuidados”.

Paralelamente, o envolvimento na investigação – participou em projetos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, através da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem – e em projetos internacionais abriu-lhe portas para a produção e divulgação científicas, bem como para a participação em fóruns europeus.

Experiências que, segundo diz, lhe permitiram “desenvolver competências científicas, pensamento crítico, liderança, comunicação e adaptação a contextos multiculturais”. Francisco Ferraz, que ao longo da licenciatura integrou o Conselho Pedagógico e a Associação de Estudantes, orgulha-se de, com o impulso da ESEUC, ter aprendido “a trabalhar com pessoas de várias nacionalidades e a compreender melhor os desafios globais da saúde e da Enfermagem”.

A dimensão internacional da formação é igualmente destacada por Ana Carolina Oliveira, enfermeira licenciada e mestre pela ESEUC, que durante o mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica realizou um estágio numa unidade de cuidados intensivos em Lausanne, na Suíça.

A experiência, considera, foi “particularmente marcante”, permitindo-lhe desenvolver competências clínicas diferenciadas, bem como “maior resiliência, sensibilidade cultural e capacidade de adaptação”.

“A minha experiência na ESEUC foi profundamente enriquecedora”, afirma, salientando “a qualidade da formação, o rigor científico e o acompanhamento próximo por parte do corpo docente”.

Já Carolina Ribeiro, licenciada e mestre pela ESEUC e, atualmente, a frequentar um segundo mestrado na área da Gestão de Unidades de Cuidados, considera que a Escola teve um papel determinante não apenas na sua formação técnica e científica, mas também na orientação do seu percurso profissional.

Depois de concluir o mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica na Área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, passou a exercer funções no Serviço de Medicina Intensiva, reconhecendo o impacto direto da especialização no seu desenvolvimento profissional.

Paralelamente, o contacto com docentes da área da gestão em saúde despertou-lhe o interesse por novas possibilidades de desenvolvimento profissional nesta área, encontrando-se a frequentar o segundo mestrado na mesma instituição.

“Desde sempre encontrei uma instituição que valoriza a excelência académica e o desenvolvimento integral dos estudantes enquanto pessoas”, refere a enfermeira especialista.

Para Maria do Céu Carrageta, subdiretora da ESEUC para a Educação Transformadora e a Qualidade Académica, a missão da Escola é precisamente a Educação Transformadora, através de experiências formativas centradas no desenvolvimento de competências científicas, técnicas, éticas e humanas.

“A ESEUC proporciona formação de excelência em Enfermagem, assente na inovação pedagógica e na qualidade científica, nos três ciclos de estudo, preparando os estudantes para o pensamento crítico, a tomada de decisão e liderança”, afirma.

Maria do Céu Carrageta destaca, ainda, a aposta em ambientes de aprendizagem “modernos, colaborativos, internacionais e inclusivos”, promovendo a articulação entre ensino, investigação e intervenção na comunidade.

“A ESEUC contribui, assim, para a formação de enfermeiros reconhecidos nacional e internacionalmente, capazes de liderar processos de mudança, promover ganhos em saúde e atuar como agentes transformadores nos diferentes contextos de cuidados”, conclui a docente, especialista em Ciências da Educação.

Francisco Ferraz

“Diversidade dos ensinos clínicos contribuiu para “uma formação prática sólida, exigente e muito próxima da realidade dos cuidados”

Carolina Ribeiro

“Desde sempre encontrei uma instituição que valoriza a excelência académica e o desenvolvimento integral dos estudantes enquanto pessoas”

UICISA: E reforça posição de referência na investigação em Enfermagem e inovação em saúde

A Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), da ESEUC, tem vindo a consolidar o seu posicionamento como uma estrutura de referência na investigação em Enfermagem, desenvolvendo atualmente 25 projetos financiados em áreas estratégicas da saúde.

Segundo os investigadores João Apóstolo (coordenador científico da UICISA: E), Daniela Cardoso e Paulo Costa, a investigação produzida encontra-se fortemente “alinhada com as necessidades das populações e dos sistemas de saúde”, abrangendo áreas como promoção da saúde, autogestão da doença crónica, segurança dos cuidados, inovação pedagógica e desenvolvimento da disciplina de Enfermagem.

Nos últimos anos, a UICISA: E tem ganho particular notoriedade na investigação experimental e aplicada em tecnologias de saúde, em estreita colaboração com a indústria, com o objetivo de criar soluções concretas para apoiar profissionais e cidadãos.

Entre os projetos em desenvolvimento destaca-se o Digital Person, centrado na criação de um sistema de apoio à decisão clínica com recurso a inteligência artificial para pessoas em ambulatório na área oncológica, e o INSIDERS, que prevê a cocriação de uma aplicação móvel destinada a promover um rastreio oncológico mais inclusivo.

Na área da prevenção de lesões cutâneas, o projeto 4NoPressure está a desenvolver roupa inteligente para pessoas com limitações de mobilidade.

Já o projeto SereniOxy aposta na criação de máscaras de ventilação não invasiva adaptadas à anatomia facial de cada pessoa, procurando aumentar o conforto e a eficácia do tratamento.

A inovação tecnológica estende-se ainda ao projeto Seringa EasyFlush, focado no aperfeiçoamento de uma seringa inovadora para administração endovenosa mais segura e eficiente, e ao Pharma-Robot, que propõe um sistema de distribuição de medicamentos baseado num sistema autónomo robotizado.

Os investigadores salientam, ainda, o papel da UICISA: E na síntese e transferência de evidência científica para a prática clínica, bem como a aposta na ciência cidadã em Enfermagem, envolvendo os cidadãos na definição das prioridades de investigação e no desenvolvimento de soluções orientadas para necessidades concretas em saúde.

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