ISAVE aposta em novas áreas de especialização na saúde

Com uma taxa de empregabilidade próxima dos 100%, o ISAVE prepara-se para inaugurar um novo ano letivo com a abertura de dois mestrados: Fisioterapia Neuromusculoesquelética e Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. Nesta entrevista, a presidente, Mafalda Duarte, apresenta as novidades da instituição e uma oferta formativa alicerçada na investigação e na prática profissional, onde o contexto clínico e termal assume “uma vantagem diferenciadora”.

Perspetiva Atual: O ISAVE é a única instituição de Ensino Superior em Saúde no país integrada num contexto clínico e termal, aliado a uma forte componente de investigação. Acredita que esta combinação de valências se traduz numa formação mais completa e preparada para os desafios desta área?

Mafalda Duarte: O ISAVE distingue-se pela integração de diferentes valências que contribuem para uma formação em saúde mais completa e próxima da realidade profissional. A ligação ao Complexo Termal de Caldelas representa uma vantagem diferenciadora, ao proporcionar um contexto clínico e termal único, onde os estudantes contactam com diferentes abordagens na promoção da saúde e prevenção da doença. Esta proximidade permite uma aprendizagem mais prática e uma melhor compreensão dos desafios da profissão.

Existe também uma forte aposta na investigação, através do CICS – Centro Interdisciplinar em Ciências da Saúde, que promove a produção e disseminação de conhecimento científico na área da saúde, reforçando a ligação entre investigação, ensino e prática profissional.

Esta articulação entre ciência, prática clínica e inovação permite formar profissionais mais preparados, com pensamento crítico e competências ajustadas às necessidades atuais e futuras.

PA: O próximo ano letivo ficará marcado pelo arranque de dois novos mestrados. O que trazem de inovador e que perfil de estudantes pretendem atrair?

MD: Os dois novos mestrados do ISAVE reforçam a aposta numa formação diferenciada e especializada na área da saúde.

O Mestrado em Fisioterapia Neuromusculoesquelética responde à crescente necessidade de profissionais altamente qualificados na avaliação e intervenção nesta área, com base na evidência científica.

Já o Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica foca-se numa área essencial dos cuidados de saúde, preparando profissionais para acompanhar a mulher ao longo da gravidez, parto e pós-parto, com uma abordagem integrada e humanizada.

O ISAVE pretende atrair licenciados e profissionais que procuram aprofundar conhecimentos, desenvolver competências avançadas e valorizar o seu percurso académico e profissional, reforçando a sua capacidade de resposta às necessidades da sociedade.

PA: Para além destas novidades, como se distribui a oferta formativa do ISAVE pelos diferentes ciclos de estudos?

MD: A oferta formativa do ISAVE tem vindo a consolidar-se numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, acompanhando diferentes etapas do percurso académico e profissional.

Nos CTeSP, a oferta inclui áreas como Estética, Cosmética e Bem-Estar, Gerontologia, Proteção Civil e Termalismo, respondendo a necessidades crescentes da sociedade.

No 1º ciclo, o ISAVE disponibiliza três licenciaturas: Fisioterapia, Enfermagem e Dietética e Nutrição, com uma forte componente científica e formação prática orientada para a realidade profissional.

Paralelamente, há uma aposta na formação avançada e especializada, através de pós-graduações e formações contínuas. Destacam-se áreas como Gestão de Unidades de Saúde, Prevenção e Controlo de Infeção, Cuidados Paliativos e Continuados, Fisioterapia Oncológica e One Health, bem como formações emergentes em Inteligência Artificial, Fisioterapia no Desporto, Comunicação em Saúde, Terapia Regenerativa Intratecidular, entre outras.

PA: Em novembro, realiza-se a 1ª edição do Congresso Internacional “One Health”. Quais serão os principais temas em destaque e que impacto esperam que este evento tenha na comunidade científica e académica?

MD: A abordagem “One Health” parte de um princípio amplamente reconhecido pela comunidade científica: a saúde das pessoas depende da saúde dos animais e da integridade dos ecossistemas. Num contexto marcado por alterações climáticas, perda de biodiversidade e crescimento das cidades, torna-se essencial promover respostas integradas, baseadas na evidência científica e na colaboração entre diferentes áreas do conhecimento.

A participação do ISAVE reforça precisamente essa dimensão científica e interdisciplinar, contribuindo para aproximar a investigação da prática e das políticas públicas. No âmbito de Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia, este congresso pretende afirmar as cidades como um espaço de debate, experimentação e partilha de soluções inovadoras que promovam a sustentabilidade, a saúde e a qualidade de vida, fortalecendo redes de colaboração entre investigadores, instituições, decisores e sociedade.

PA: Com uma taxa de empregabilidade inegavelmente elevada, que percurso e objetivos têm permitido alcançar este nível de inserção profissional?

MD: A elevada taxa de empregabilidade resulta do alinhamento consistente entre a formação académica e as necessidades do setor da saúde. Desde o início do percurso formativo, existe uma forte aposta na componente prática e em contextos reais, permitindo o desenvolvimento de competências técnicas, relacionais e de decisão fundamentais ao exercício profissional.

A proximidade a contextos clínicos e a articulação com parceiros da área promovem uma integração progressiva na realidade profissional, facilitando a transição para o mercado de trabalho.

Acresce a importância de uma formação centrada na qualidade, na exigência científica e na atualização permanente dos conteúdos, garantindo que os diplomados respondem aos padrões atuais da profissão.

O acompanhamento próximo dos estudantes ao longo do seu percurso académico é também um fator diferenciador, promovendo o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

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